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"Toda vez que toca o telefone, eu penso que é você, toda noite de insônia, eu penso em te escrever, escrever uma carta definitiva, que não dê alternativa, pra quem lê, te chamar de carta fora do baralho, descartar, embaralhar você, e fazer você voltar, ao tempo em que nada, nos dividia, havia motivo pra tudo, e tudo era motivo pra mais, era perfeita simetria, éramos duas metades iguais. [...] Então pegue o telefone, ou um avião, deixe de lado os compromissos marcados, perdoa o que puder ser perdoado, esquece o que não tiver perdão, e vamos voltar aquele lugar, vamos voltar.."
êêê.. galera, vim aqui lembrar para vocês que meu aniversário tá chegando, na verdade avisar né, acho que nunca falei nada sobre ele, 

“ Et si tu crois que j'ai eu peur, c'est faux, je donne des vacances à mon coeur, un peu de repôs, Et si tu crois que j'ai eu tort, attends, respire un peu le souffle d'or, qui me pousse en avant, et, fais comme si j'avais pris la mer, j'ai sorti la grand'voile, et j'ai glissé sous le vent, fais comme si je quittais la terre, j'ai trouvé mon étoile, je l'ai suivie un instant, sous le vent. Et si tu crois que c'est fini, jamais, c'est juste une pause un répit, après les dangers, et si tu crois que je t'oublie, écoute, ouvre ton corps aux vents de la nuit, ferme les yeux, et est-ce que tu seras près de moi.” ♪
Sous le vent - Céline Dion avec Garou ♪

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:





"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."
autor desconhecido.
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